Solstício de Inverno - Yule
Solstício de Inverno - Yule
Festival comemorado no dia 21 de junho, a época das
noites frias. O mês de junho em gaélico chama-se Meitheamh. Em galês este
festival é conhecido como Alban Arthan, a Luz de Arthur ou a Luz do Inverno,
uma versão poética, que relaciona o Solstício de Inverno às lendas do rei
Arthur, como Arcturus, o guardião do urso, à estrela mais brilhante do
Hemisfério Norte, que celebra este festival no dia 21 de dezembro.
Este é um período de fortalecimento interior e de
total movimento descendente. No Solstício de Inverno os poderes da noite e da
terra atingem o seu ápice.
O Solstício de Inverno é tempo de regeneração e
mudanças, o recolhimento na escuridão da terra, ou seja, o hibernar para
renovar-se.
Ideal para despertarmos nossa criança interior,
restaurando as energias em honra à Mãe Divina, esse festival representa,
basicamente, o ciclo de morte e renascimento. Momento propício à meditação, a
introspecção, ao desapego e a proteção.
As noites se tornam mais longas que o dia, e o
inverno por fim se estabelece. A partir desta data, a luz solar começa aumentar
gradativamente, apesar do tempo frio.
O inverno é época de semeadura. Ali, procuraremos,
como o semeador, escolher os melhores grãos. Analogamente é época de pensar em nossos
objetivos para o novo ciclo, conforme a experiência adquirida.
O sol se afastou do hemisfério norte e a terra se
prepara para trabalhar interiormente. Os frutos da colheita anterior já estão
recolhidos. É o momento para selecionar os melhores frutos, obter suas sementes
e voltar a semear. Há frutos que se estragaram, apodreceram ou não se
desenvolveram bem. Estes se eliminam e se guardam os melhores.
Analogamente, há um momento para avaliar os
objetivos obtidos. De tudo de que te foi proposto, certamente haverá metas que,
todavia não foram conseguidas. Isto não é um fracasso se aprendestes com a
experiência. Isto quer dizer que este é um momento de se investigar quais são
as causas que tem nos impedido até agora de alcançar o êxito. Uma vez
determinados os obstáculos que o tem impedido, devemos elaborar um plano para
supera-los e avançar, desta maneira, até um êxito final.
Os obstáculos podem ser de diversas índoles. A
maioria, seguramente, está em ti mesmo. Não culpes nada do que te sucede. Não
culpes aos demais se não conseguiste determinadas metas. Talvez não seja o momento,
quem sabe tenhas que desenvolver outros objetivos antes, talvez tenha que
vencer seus medos ou empregar mais energia e vontade para consegui-los. Por
vezes as metas são pouco realistas e nesse caso deverás reprograma-las para
avançar por etapas: uma escada se sobe degrau por degrau.
Um período de amor e
solidariedade
Nós, seres humanos, temos vivido centenas de
milhares de anos em estreito contato com a natureza, sendo parte dela mesma.
Somente nestes últimos séculos é que temos construído cidades e nos afastados
dela. Porém todo nosso ser segue respondendo a esses ciclos, levando esse
programa em nossos genes.
Imagine uma tribo vivendo em cavernas ou choças em
pleno inverno. Para sobreviver deveriam guardar os grãos de alimentos que
colheram para alimentar-se, quando escasseiam os vegetais. Também protegem seus
animais para ter disponível, especialmente, leite.
De acordo com a dedicação e esforço, é certo que
algumas famílias teriam melhores colheitas que outras. Porém se quem tem para
comer no inverno, guarda o que tem e inclusive
não divide com quem não tem o suficiente, o resultado seria morte de
alguns membros da tribo. E isto, logicamente, prejudica a totalidade, pois os
debilita. De modo que, por razões de sobrevivência, toda a tribo compartilha o
que tem para passar a época mais difícil.
O sol, como dito, encontra-se afastado. Há mais
frio e mais escassez de tudo. O sol é a fonte da vida e do calor. Sem dúvida, o
ser humano observa facilmente que o sol retornará e a natureza voltará em
abundância e esplendor.
Os membros da tribo se reúnem em torno da fogueira.
O fogo obviamente os dá calor, luz e ademais, provavelmente os permite cozer
alguns alimentos. Juntos, se apoiam e compartilham o que tem.
Isto vai se transformando em uma celebração e uma cerimônia.
O fogo é a representação do sol, momentaneamente ausente. É também o elemento
transformador do todo: o que era sólido o transforma em líquido, o líquido em
vapor, o denso se transforma em sutil.
Os povos de todos os lugares do planeta começam a
celebrar o Solstício do Inverno.
É desta cultura que as festas solsticiais se
acompanham do fogo. Inclusive se colocavam tochas nas árvores, para iluminar o
caminho e o lugar da celebração. Na noite solsticial se trocavam presentes. É
noite de solidariedade, de amor e de esperança.
Quando o cristianismo começa a propagar-se na
Europa, assimila estas festas solsticiais a seus próprios ritos e símbolos, Daí
que se fixa a data de nascimento de Jesus no Solstício de Inverno (Hemisfério
Norte). O menino Jesus passa a simbolizar para os cristãos a ideia de
solidariedade, amor e esperança. Por isso se colocam luzes nas árvores, a
semelhança das tochas que antigamente se colocavam no norte da Europa. Por isso
se trocam presentes, ainda que para a maioria dos cristãos de hoje, tornou-se
simplesmente uma expressão de materialismo e consumismo. Muitos esquecem que o
valor material não é importante, mas sim dar algo de si que possa compartilhar
com os demais, para que juntos, unidos em amor e solidariedade, possam melhorar
sua qualidade de vida.
É o momento de ter fé e esperança de que tudo irá
melhorar se tivermos uma atitude interior correta, se amarmos e sermos
solidários.
Esse é o Solstício de Inverno, a noite mais longa
do Ano. A partir desse dia, o Sol se aproxima da Terra, e a escuridão do
inverno ameaça ir embora. É quando a Deusa dá à luz seu novo filho, o Deus
renovado e forte, ainda bebê. É importante notar que no hemisfério norte o Yule
é comemorado na mesma época do Natal, e que tem significado muito parecido com
o feriado cristão: o nascimento do Deus menino, filho de um Deus maior, aquele
que trará a esperança à Terra.
O hábito de trazer pinheiros para dentro de casa é
um hábito totalmente pagão: o Pinheiro, o azevinho, e tantas outras árvores tão
utilizadas no Natal são árvores cujas folhas perenes e sempre verdes, simbolizam
a continuação da vida. Os sinos são símbolos femininos de fertilidade, e
anunciam os espíritos que possam estar presentes. É desta data antiga que se
originou o Natal Cristão.
Nesta época, a Deusa dá à Luz o deus, que é
reverenciado como CRIANÇA PROMETIDA. Em Yule é tempo de reencontrarmos nossas esperanças,
pedindo para que os DEUSES rejuvenesçam nossos
corações e nos deem forças para nos libertarmos das coisas antigas e
desgastadas. É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e renascermos com
sua pureza e alegria.
Ornamente seu altar com folhas de figueira,
azevinho ou carvalho, assim como o pinheiro que simboliza a renovação e o
crescimento, além de elementos que lembrem o inverno. Acenda algumas velas,
para simbolizar o Sol e elevar os ânimos. Honre a Mãe Terra e o renascimento do
poder solar, como a esperança do retorno da luz.
Coloque flores e frutos da época no altar. Se
quiser, pode fazer uma árvore enfeitada, pois está é a antiga tradição
"pagã", onde a árvore era sagrada e os meses do ano tinham nomes de
árvores. Esta é a noite mais longa do ano, onde a Deusa é reverenciada como a
Mãe da Criança Prometida ou do Deus Sol, que nasceu para trazer Luz ao mundo.
Da mesma forma, apesar de todas as dificuldades, devemos sempre confiar em
nossa própria luz interior.
COMEMORANDO
O YULE
O altar é decorado com plantas como Pinho, Alecrim , Louro ,
Zimbo e Cedro, os quais podem ser utilizados para marcar o Círculo. Folhas
secas também podem ser colocadas no altar. Encha o caldeirão - no altar e sobre
uma superfície à prova de FOGO -
com algum líquido inflamável (álcool), ou então coloque uma VELA vermelha
dentro do caldeirão.
Em rituais
externos, prepare uma fogueira sob o caldeirão, a ser acesa durante o Ritual.
Prepare o Altar, acenda as Velas e
Incensos, crie o círculo, invoque a Deusa e o Deus. Em pé, diante do
caldeirão, contemple seu interior. Diga estas palavras ou outras semelhantes.
"Não me aflijo, embora o mundo esteja envolto em sono.
Não me aflijo, embora os ventos gélidos soprem.
Não me aflijo, embora a neve caia dura e profunda.
Não me aflijo, logo isto também será passado."
Não me aflijo, embora os ventos gélidos soprem.
Não me aflijo, embora a neve caia dura e profunda.
Não me aflijo, logo isto também será passado."
Acenda o caldeirão (ou a vela), usando fósforos longos ou uma vela. Enquanto
as chamas crepitam, diga:
"Acendo este FOGO em
sua honra, Deusa Mãe.
Você criou vida a partir da morte; o calor do frio;
O sol vive novamente; o tempo de luz está crescendo.
Bem - vindo, Deus Solar que sempre retorna!
Salve, mãe de Tudo!"
Você criou vida a partir da morte; o calor do frio;
O sol vive novamente; o tempo de luz está crescendo.
Bem - vindo, Deus Solar que sempre retorna!
Salve, mãe de Tudo!"
Circule o altar e o caldeirão lentamente, no sentido horário,
observando as chamas. Repita o seguinte por algum tempo: "A roda gira, o poder queima!”.
Medite sobre o Sol, sobre as energias ocultas que adormecem durante o
inverno, não apenas na Terra,
mas em nós mesmos. Pense no nascimento não como o início da vida, mas sim sua
continuação. Dê boas vindas ao Deus.
Após algum tempo, pare e novamente de pé diante do altar e do caldeirão no fogo, diga:
"Grande Deus do Sol, Saúdo o Teu retorno.
Que brilhes sobre a Deusa;
Que brilhes sobre a Terra,
Espalhando as semente e fertilizando o solo.
A Ti todas as bênçãos, Ó renascido do Sol!"
Que brilhes sobre a Deusa;
Que brilhes sobre a Terra,
Espalhando as semente e fertilizando o solo.
A Ti todas as bênçãos, Ó renascido do Sol!"
Trabalhos de magia, se necessários, podem-se seguir! Celebre o banquete simples. O circulo está desfeito.
ERVAS
TÍPICAS DO YULE
Louro, Camomila , Alecrim ,
Sálvia, Zimbo, Cedro e outras.
COMIDAS
TÍPICAS DO YULE
Carne de porco, castanhas, frutas como a maçã e pêras, bolos
de castanhas embebidos de cidra, chás de Gengibre ou
hibisco.
Namastê
Eu Sou Sergio Tarragô



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